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Servidor Público: O que você precisa saber sobre o Processo Administrativo Disciplinar (PAD)

  • Foto do escritor: Rodrigo Rabello
    Rodrigo Rabello
  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

No serviço público, ser comunicado sobre a instauração de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) é motivo de grande preocupação. Além do abalo psicológico, as consequências jurídicas e funcionais podem ser profundas e, muitas vezes, irreversíveis. Neste cenário, muitos servidores desconhecem seus direitos, prazos e formas adequadas de defesa — o que pode transformar uma fase delicada em um prejuízo permanente à carreira.

O que é o Processo Administrativo Disciplinar (PAD)?

O PAD é o instrumento formal utilizado pela Administração Pública para apurar possíveis condutas irregulares atribuídas ao servidor público em seu ambiente de trabalho.

No âmbito federal, ele está previsto na Lei nº 8.112/1990 (Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federais), mas leis estaduais e municipais também possuem regramentos próprios para seus servidores.

Tudo começa com a lavratura de uma portaria de instauração, detalhando os fatos a serem apurados e indicando a comissão processante. O servidor é notificado para acompanhar e participar do procedimento, sendo-lhe garantido o direito ao contraditório e à ampla defesa.

Durante o PAD, são realizadas oitivas de testemunhas, produção de provas, análise documental, apresentação de defesa e, após instrução, é proferido relatório final indicando a responsabilidade ou a absolvição do servidor.

Consequências de um PAD Mal Conduzido

Subestimar a seriedade do PAD ou agir sem orientação pode acarretar sanções gravíssimas, tais como:

·         Advertência ou suspensão;

·         Destituição de função comissionada;

·         Demissão (perda do cargo público);

·         Cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

·         Restituição de valores.

Além das sanções funcionais, um PAD mal conduzido pode expor o servidor ao risco de ingressar em “listas negras” administrativas, prejudicar progressões e promoções, dificultar a obtenção de outros cargos públicos ou até impossibilitar a continuidade da vida profissional no serviço público.

Em muitos casos, decisões precipitadas e acusações infundadas só podem ser revertidas se, desde o início, o servidor apresentar uma defesa técnica robusta, alinhada à legislação e às boas práticas processuais.

A importância de uma defesa jurídica especializada

Embora o próprio servidor possa apresentar sua defesa, se confiando apenas na “verdade dos fatos” ou no histórico funcional ilibado, é necessário observar que o processo administrativo é marcado por peculiaridades, prazos exíguos e exigências formais específicas, sendo essencial a atuação de advogados especializados.

O assessoramento jurídico adequado permite que o servidor:

·         Identifique nulidades processuais e eventuais abusos da Administração;

·         Construa defesas e recursos bem fundamentados, com estratégia técnica;

·         Tenha acompanhamento em todas as audiências, garantindo o pleno exercício do contraditório e ampla defesa;

·         Minimize riscos de sanções e preserve sua integridade e trajetória funcional;

·         Busque a reversão de decisões injustas, se necessário, tanto administrativamente quanto em juízo.

Se você ou algum colega está respondendo a um PAD, não deixe sua carreira nas mãos do acaso.

Uma condução estratégica faz toda a diferença entre o restabelecimento da verdade e a aplicação injusta de sanções. Busque imediatamente uma assessoria jurídica com quem entende o serviço público e defende servidores em todos os níveis.

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